sábado, 10 de junho de 2017


    Você sabia  que   a nossa  língua  é  comemorada, pelo   menos,   três  vezes  no ano?

05  de  maio
    A  data   foi  instituída  pela  Comunidade  dos  Países de  Língua  Portuguesa (CPLP), em  2009, por   meio da XIV Reunião Ordinária do Conselho de Ministros realizada  em Cabo Verde naquele  ano.  De acordo com o documento,  a  língua Portuguesa é “um vínculo histórico e um patrimônio comum resultantes de uma convivência multissecular que deve ser valorizada”.  

10 de  junho
   A data é  comemorada  nos   países  lusófonos,  mas a determinação  legal  é   uma  homenagem  da  Assembleia da República (o  que  corresponde, em  Portugal,  à  nossa Câmara dos Deputados).  O  dia,  escolhido em  1981, homenageia o poeta   Luiz Vaz  de  Camões,  autor de  Os Lusíadas.

05 de novembro
   A  Lei nº 11.310, de 12 de junho de 2006,  institui  o Dia Nacional da Língua Portuguesa. A  lei brasileira  é   uma  homenagem  ao escritor  e  político Ruy Barbosa, nascido em   5 de  novembro de 1849.   Ruy  era conhecido por ser  um  profundo estudioso do  idioma  nacional.



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Funções do SE


1) Substantivo: quando acompanhado de determinantes (adjetivo, artigo, numeral ou pronome).
    Exemplos:
    O se deste documento está ilegível.
    Este "se" não está classificado corretamente.

2) Pronome reflexivo: ocorre nas orações em que a ação parte do sujeito e recai sobre ele mesmo. Equivale a "si mesmo".
    Exemplos:
    A menina se cortou.
    O garoto se impôs uma tarefa difícil. 

3) Parte integrante do verbo: alguns verbos se conjugam sempre acompanhados por pronomes. São os chamados verbos pronominais, indicando sentimento (indignar-se, alegrar-se, admirar-se, lembrar-se, orgulhar-se etc) ou certos movimentos ou atitudes do ser em relação a si próprio, intencionalmente ou não (sentar-se, concentrar-se, afogar-se, converter-se etc).
    Exemplos:
    Ele se precaveu das pragas.
    Getúlio Vargas suicidou-se na manhã de 24 de agosto de 1964.

4) Partícula expletiva ou partícula de realce: normalmente, acompanhado de verbos intransitivos, apenas enfatiza o enunciado, podendo até mesmo ser excluído sem grande prejuízo do sentido para o texto.
    Exemplos:
    Passaram-se os anos e nada mudou naquela cidade.
    (Passaram os anos e nada mudou naquela cidade.)
    Vão-se os anéis e ficam-se os dedos. 
    (Vão os anéis e ficam os dedos)

5) Partícula de indeterminação do sujeito: sempre acompanha verbos intransitivos (VI), transitivos indiretos (VTI) e de ligação (VL), na 3ª pessoa do singular. 
    Exemplos:
    Guerreia-se por banalidades. (guerrear: verbo intransitivo)
    Aos domingos, assiste-se a programas medonhos na televisão.
    (assistir: verbo transitivo indireto)
    Era-se mais feliz no passado. (ser: verbo de ligação)

6) Partícula apassivadora: acompanha verbos transitivos diretos (VTD) e verbos transitivos diretos e indiretos (VTDI), na formação da voz passiva sintética. Nesse caso, o verbo deve concordar com o sujeito.
    Dica: Sempre é possível reescrever a frase passando para a voz passiva analítica, ou seja, transformando o verbo em locução verbal (ser + particípio).
   Exemplos: 
   Formaram-se vários times.   (voz passiva sintética)
   Vários times foram formados.  (voz passiva analítica)
                          ↪ ser + particípio do verbo "formar"

   Construiu-se um posto de saúde. (voz passiva sintética)
   Foi construído um posto de saúde. (voz passiva analítica)
          ↪ ser + particípio do verbo "construir"

   -se esmola aos pobres. (voz passiva sintética)
   É dada esmola aos pobres. (voz passiva analítica)
      ↪ ser + particípio do verbo "dar"

7) Conjunção subordinativa: 
    * Integrante → quando inicia uma oração subordinada substantiva. 
       Dica: Substitua a oração iniciada por "se" por "isso".
       Exemplos:
       Perguntei se ela estava bem. (Perguntei isso.)
       Não sei se vocês já leram Clarice Lispector. (Não sei isso.)

    * Condicional: introduz uma oração com valor hipotético, equivalendo semanticamente a "caso"
       Exemplos: 
       Se todos tivessem estudado, as notas seriam altas. 
       Se você pretende ser universitário, estude!

    * Causal: introduz uma oração subordinada causal, equivalendo a "porque", "já que", visto que".
       Exemplos:
       Se a vida está tão fácil, vamos aproveitá-la. (= porque)
       Se ele não quer viajar agora, deixe-o. (= já que)

    * Temporal: equivale a "quando".
       Exemplos: 
       Se penso você, começo a chorar de saudade.
       Consolo-o, se o vejo triste.

                                           😉  Bom estudo!


 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Funções do QUE








1) Substantivo: equivale a "alguma coisa" ou "qualquer coisa". é sempre modificado por um determinante (artigo, adjetivo, numeral, pronome), tornando-se monossílabo tônico. Pode exercer qualquer função sintática substantiva.
     Exemplos: 
     Há um quê inexplicável em sua atitude.
     Há em você um quê de mistério.
     Essas manifestações têm um quê de violência.

2) Interjeição: exprime sentimento, emoção, estado interior e equivale a uma frase, não desempenhando função sintática alguma.
    Exemplos: 
    Quê! Isso é impossível!
    Quê! Vocês não receberam o salário?
    Quê! Eles saíram sem permissão?

3) Advérbio: equivale a "quão" ou "quanto" e tem a função sintática de adjunto adverbial de intensidade. Refere-se a um adjetivo ou advérbio.
    Exemplos:
    Que triste é a solidão. (= quão)
    Que maluca é aquela mulher! (= quão)
    Que depressa passaram as férias! (=quão)

4) Preposição: equivale a preposição "de" ou "para" em certas construções. 
    Exemplos: 
    Eu tenho que comprar a mala. (= de)
    Você tinha que contar esse segredo? (= de)

    Normalmente, aparecem em locuções adverbiais com os verbos "ter" e "haver".

5) Partícula expletiva ou partícula de realce: apenas enfatiza o enunciado, podendo até mesmo ser excluído dele.
    Exemplos:
    O último que chegar que feche a porta. 
    Eu quase que desmaiei de susto.
    Quase que ele morreu!

6) Pronome interrogativo: faz referência a pessoas ou coisas e equivale a "qual" ou a "qual coisa".
    Exemplos:
    Que exercícios nós já fizemos? (= quais)
    Vocês estavam pensando em quê? (= qual coisa)
    A que filme você assistiu ontem? (= qual)

7) Pronome indefinido adjetivo: determina o substantivo, exercendo a função de adjunto adnominal. Equivale a "quanto(a)".
    Exemplos: 
    Não sei nem que caminho seguir.
    Que lugar maravilhoso!
    Veja que horas são.

8) Pronome indefinido substantivo: equivale a "que coisa".
    Exemplos: 
    Ela me disse não sei o quê. 
    Que coisa horrível este acidente.

9) Pronome relativo: introduz as orações subordinadas adjetivas restritivas ou explicativas. Refere-se a um termo antecedente e desempenha função sintática dentro da oração subordinadas adjetiva.
    Exemplos:
    O amor que tu me deste era pouco. 
    É lindo o aparelho de jantar que usamos ontem.

   Dica: Substitua por o qual, a qual, os quais, as quais.

10) Conjunção coordenativa:
      * aditiva: aparece entre dois verbos, equivalendo a "e".
      Exemplos:
      Anda que anda, e nunca chega a lugar nenhum.
      As mulheres cozinhavam que cozinhavam e mesmo assim o jantar não ficava pronto.

      * adversativa: equivale a "mas".
      Exemplos:
      Outro que não eu, terá de treinar o time. (= mas)
      O medo guarda a vinha, que não o vinheteiro. (= mas)

      * alternativa: aparece em correlação, equivalendo a "quer...quer..".
      Exemplos:
      Que percam que não percam, nunca falarei mal de vocês.
      Que fossem que não fossem, eu estaria lá.

     * explicativa: equivale a "porque", "pois".
        Exemplos:
        Não saiam, que vai chover.
            Não corras, que pode morrer!
        Venha logo, que preciso contar-lhe uma novidade.

11) Conjunção integrante: inicia as orações subordinadas substantivas.
      Exemplos:
      Parecia que as paredes tinham ouvidos
                    (oração subordinada substantiva subjetiva)

      Minha certeza é que ele virá.
                                (oração subordinada substantiva predicativa)

      Contei que ela nunca iria viajar.
                  (oração subordinada substantiva objetiva direta)

      Não se esqueça de que tudo passa.
                                    ( oração subordinada substantiva objetiva indireta)

     Tenho confiança de que vou passar.
                                 (oração subordinada substantiva  completiva nominal) 

     Só desejo uma coisa: que você aprenda Língua Portuguesa.
                                       (oração subordinada substantiva apositiva)

12) Conjunção subordinada: 
      * causal: equivale a "porque".
         Exemplos:
         Levantou cedo que tinha que viajar a trabalho.
         Velho que sou, apenas conheço as flores do meu tempo.

     * consecutiva: vem normalmente após tão, tanto, tamanho, tal.
        Exemplos:      
        Estudou tanto que conseguiu aprovação.
        Gritou tanto que ficou rouca.

     * comparativa: vem numa estrutura de comparação.
        Exemplos:
        Posso ser fraco, mas menos capaz que ele não sou.
        Os homens são mais ponderados que as mulheres.

    * concessiva: equivale a "embora".
       Exemplos:       
       Velho que é, pratica esportes.
       Que nos tirem o direito à liberdade, continuaremos lutando por ela.

       * final: equivale a "para que", "a fim de que".
          Exemplos:
          Gritamos que ele parasse.
          Todos fizeram sinal que ele se calasse.
          Faço votos que você seja feliz.

       * temporal: equivale a "desde que", "quando".
          Exemplos:
          Porém, já cinco sóis eram passados que dali nós partíramos.
          Seis meses passaram que dali fomos embora.

                                               ☺ Bom estudo!